Editorial

Bienal, no rumo

por Cesar Giobbi


O novo presidente apresentou terça seu projeto para a Fundação e para a mostra. Aprovado com entusiasmo


O Conselho da Fundação Bienal de São Paulo recebeu, na noite de terça-feira, 30, seus novos conselheiros, todos presentes à reunião, e o novo presidente da Bienal, Heitor Martins, com alguns membros da diretoria executiva. Martins fez uma longa e precisa explanação de seu projeto de gestão, da mostra que pretende fazer em 2010, e deixou o Conselho satisfeito e aliviado.

Mostrou não se intimidar com os números levantados de déficit e dívidas trabalhistas, nem com o desafio financeiro de montar a próxima Bienal e fazer ajustes no prédio. Foi mais longe, pretende deixar um plano diretor ambicioso para a conservação do prédio. E quer dotar a Fundação de um orçamento sustentável, baseado em convênios com as três instâncias de governo, sobretudo a federal e a municipal, e com a iniciativa privada, seja com empresas seja com indivíduos. 


Heitor Martins, presidente da Bienal

Martins tem apresentado este plano, em versão menos detalhada, tanto para interlocutores do âmbito do governo, quanto para o mundo cultural. Já teve uma reunião com representantes de todas as grandes instituições paulistas, museus e fundações, em que ficou acertado que todas juntas terão projetos afinados para o período da Bienal do ano que vem.  E recebeu, na quarta-feira, 1º,  cerca de 100 galeristas, para obter o apoio também deste segmento do universo da arte.

Martins contou que já escolheu o curador da próxima mostra, que terá uma equipe de sub-curadores. Não adiantou o nome, mas garantiu ele que nunca fez uma Bienal de São Paulo ou do Mercosul.  Em conversa com galeristas, levantou-se a hipótese de que seja Moacir dos Anjos. 

Mais, contou que este curador será o responsável por escolher os artistas que irão para a próxima Bienal de Veneza,  dentre os brasileiros que estiverem na Bienal de São Paulo, e cuidará de recortes da Bienal que farão um circuito por museus brasileiros e de fora. E já incluiu os custos destas itinerâncias e de Veneza em seu orçamento.

Ou seja, a posição do novo presidente é de que a Bienal realize sua mostra em 2010, sem adiamentos, e que continue se responsabilizando pela participação brasileira em Veneza e nas demais bienais do mundo .  Uma posição corajosa, que animou o conselho.




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