Gourmet
Cervejas gigantes
por André Sender, redação ONNE
Onda de aquisições e fusões na indústria cervejeira cria gigantes de mercado
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Eisenbahn agora é da Schin |
Nos países mais desenvolvidos do mundo, a população com maior poder aquisitivo revela que prefere comprar vinho à cerveja e por isso o consumo da bebida feita à base de cevada estagnou nos últimos anos. Em compensação, em países em pleno desenvolvimento, como o Brasil, cervejas gourmet nunca estiveram tão em alta.
Não é à-toa que micro-cervejarias que há pouco tempo tinham uma produção quase independente ganharam força no mercado e já foram engolidas por outras gigantes do setor. O Grupo Schincariol comprou em 2007 a Devassa, do Rio de Janeiro e também a Baden Baden, de Campos do Jordão. Este ano, a empresa de Itu, apostou na aquisição da catarinense Eisenbahn, que apresentava para este ano perspectiva de faturar cerca de R$ 20 milhões.
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Americanos consideraram a venda da empresa vergonha nacional |
As ações da Schin são uma tentativa de fazer frente à Inbev, empresa nascida da fusão entre a brasileira Ambev e a belga Interbrew, ao menos no mercado nacional. Ainda mais agora que a companhia belgo-brasileira anunciou a compra da americana Anheuser-Busch, responsável pela fabricação da Budweiser. O negócio que custou US$ 52 bilhões ao cofre da empresa dirigida por Carlos Brito, criou uma nova gigante no mercado cervejeiro mundial.
A nova companhia, que terá o nome de Anheuser-Busch InBev, terá um faturamento anual de US$ 36 bilhões e passará a dominar o setor, com 25% do mercado mundial. Anualmente, serão produzidos 460 milhões de hectolitros de cerveja. Para o Brasil, a companhia tem planos de trazer a Budweiser para competir no nicho das cervejas premium, um dos de maior crescimento da indústria cervejeira nacional.
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