Cultura
Luiz Melodia de São Carlos
por Gabriel Rocha Gaspar, redação ONNE
Cantor e compositor fala do mercado, da universalização do acesso à música e de sua nova velha onda, o samba
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Luiz Melodia no Especial MTV ao Vivo - Foto Divulgação |
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Estação Melodia - Foto Divulgação |
Luiz Melodia volta a São Paulo para uma empreitada que ele próprio define como "inusitada". A última apresentação do Negro Gato em São Paulo foi a gravação de seu segundo DVD, o MTV Especial Luiz Melodia. O CD e o DVD, que saíram em outubro pela gravadora Biscoito Fino são o registro ao vivo do último disco de estúdio, o concorrente a Grammy "Estação Melodia" (também Biscoito Fino/2008).
Desta vez, a pegada é diferente, quase exótica. Melô toca ao lado do quarteto uruguaio Tungue-Lé, composto apenas por instrumentos de tradição européia – bandaneón, violão, flauta transversal e fagote. O que vai sair da parceria? "Vou fazer duas músicas com eles, Magrelinha e Pérola Negra, e acho que a gente vai mandar um número lá que eu não sei qual vai ser," ele responde ao Onne.
A apresentação acontece no Memorial da América Latina, na sexta-feira, 31 de outubro. Se depender de Luiz Melodia, vem coisa boa. O repertório é baseado no já clássico "Estação...", sem deixar de lado sucessos como Fadas, Estácio Holly Estácio e Congênito, que ganharão o auxílio luxuoso de um pandeiro de samba.
"Relax", como ele próprio se define, Melô falou ao Onne sobre o disco novo, sobre o início da carreira, sobre o filho (rapper Mahal), internet, mercado fonográfico e resumiu tudo em uma frase: "Musicalmente, o Brasil é de todos".
ONNE – Apesar de ter nascido no samba, "Estação Melodia" foi uma novidade na sua carreira em dois sentidos: seu primeiro disco de samba e primeiro essencialmente como intérprete. Como foi a recepção do público à nova empreitada?
Luiz Melodia – Foi das melhores, embora tenha sido uma surpresa, como foi pra mim também. Eu tive vontade de fazer uma leitura desses grandes sambistas, até porque eu já os ouvia quando garoto, na voz de meu pai ou de parentes meus, que sempre foram envolvidos com música. E ouvia no rádio também. Eu sempre fui muito ligado ao rádio: ouvia dia e noite. Depois do futebol, meu programa preferido era ficar colado no rádio. Então, eu já tinha memória de alguns desses sambas. Fui ouvir mais pra poder fazer uma seleção e gravar esse CD.
ONNE – Por que o nome Estação Melodia?
LM – É por causa do rádio. Não tinha televisão na minha casa e meus familiares eram músicos, meu pai, músico. Minha mãe gostava muito de cantar ouvindo rádio... Então, o nome mais próximo disso tudo foi "Estação Melodia". Primeiro, ia se chamar "Rádio Melodia", mas tem uma rádio evangélica no Rio chamada rádio Melodia. Para não ter problema, pus "Estação Melodia" que foi um título bem bacana. Achei genial.
ONNE – Você já pensou em gravar um disco só com músicas de Oswaldo Melodia (pai)?
LM – Não pensei, até porque não tem uma obra que dê um disco inteiro. Porque só tem os sambas que eu conheci quando meu pai era vivo. Talvez através das minhas tias, alguma canção a gente consiga (resgatar). Mas, por enquanto, acho que eu nem tenho um número de músicas suficiente pra fazer um disco inteiro.
ONNE – Você sofreu todo tipo de preconceitos. Quando surgiu, a crítica tinha aquela coisa: "negrão do morro tem que fazer samba". Mas você fez de tudo, samba, soul, rock, funk, trabalhou como ator etc.
LM – Por isso que eu digo que o rádio foi minha grande referência, a formação na minha música porque eu ouvia dia e noite. Tinha um programa de som nordestino que eu ouvia sempre, que se chamava "Hora Sertaneja", que tocava Luis Gonzaga, Jackson do Pandeiro, todas as músicas nordestinas. Mas eu ouvia também boleros, o bolero italiano invadiu nos anos 60 a programação musical no Brasil. Então, toda essa coisa eu ouvia. Junto com o samba! Pô, eu sou cria do morro de São Carlos, berço de escolas. Tinha um bloco chamado Bafo da Onça, em que eu sempre estava presente, tinha o Vai Quem Quer. Era toda essa mistura musical que caía muito bem mesmo. Ouvia Ângela Maria, Elza Soares, Jamelão... Então, eu nem tive barreira. Quando fui gravar um disco, foi isso: a liberdade!
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Capa do disco: "Estação Melodia" |
ONNE – Enquanto tinham preconceito com você, você não tinha preconceito com ninguém?
LM – Nenhum, de jeito algum! Eu caminhava em todas essas áreas musicais da forma mais tranqüila. Relax. Mas sempre confiante que não faltava com respeito, principalmente ao meu público. Eu tenho essa coisa muito forte em mim porque eu mesmo enfrentei críticas etc., mas fui com uma idéia e continuo fazendo aquilo que eu gosto com sinceridade.
ONNE – E o fato de você ter finalmente feito um disco de samba depois de ter rodado por todos os estilos não teve uma pontinha de ironia com os críticos de outrora?
LM – Ih, não... Nunca tenho essa intenção, não. Pelo contrário: acho que o disco que está aí fala por si sem querer causar polêmica ou qualquer coisa assim. Eu estou fazendo uma coisa brasileira, até pra jovens que não conheceram esses grandes compositores, não tiveram a oportunidade de conhecer esse samba que é mais cadenciado, mais malemolente. Acho que foi bom eu registrar isso, foi bem legal.
ONNE – Quando que você parou e falou: "Vou fazer um disco só de samba"?
LM – Em 2007 quando entrei no estúdio. Quer dizer, eu já tinha pensado, mas nada concreto. Mas, por coincidência, teve o aniversário do Teatro Rival (no Rio de Janeiro, em 2006) e a (atriz) Ângela Leal me convidou para fazer um show lá. Mas como eu tinha um show já conhecido do público, eu resolvi fazer um show de samba. Aí, cantei uns sambas – nem são esses que estão no CD – e resolvi dar continuidade. Selecionei as músicas, abri a internet pra rever alguns outros sambas, juntei sambas muito bacanas com a lembrança dos que meu pai cantarolava... Até que aconteceu.
ONNE – E como vocês fizeram para tocar sambas que muitas vezes têm mais de 70 anos, só com instrumentos tradicionais, sem ficar com cara de coisa datada? LM – Não foi difícil, não. Até porque os músicos que me acompanham nesses CDs são muito bons. Tem o Humberto Araújo (produtor), muito especial; o Silvério (Pontes, trompete, flugelhorn e arranjos), que já toca comigo há muitos anos e que é um conhecedor de chorinho, de música em geral. Na verdade, ele é mais um convidado especial do que um músico em si que está me acompanhando. E os garotos jovens também que participaram, como o Alessandro (Cardozo), que é um dos cavaquinhos mais interessantes dessa nova geração; o Charles (Costa, violonista), que é excelente, não desprezando os outros. Quando você pensa em fazer um trabalho bonito e bom, com idéias positivas e uma rapaziada alegre, sai o disco. LM – É uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo divulga, ao mesmo tempo é pirateado e você não tem como controlar. Onde se controla, controla-se falsamente. Mas acaba apoiando a divulgação, mesmo que você não queira. Às vezes, dentro do camarim, chegam pessoas com CDs que eu nem retruco, perguntando onde o cara comprou, porque eu sei que é pirata (risos). Mas a gente vai vivendo com as novidades. LM – Eu não quero nem me preocupar com isso, nem me deixar afetar porque senão eu fico louco. E louco eu quero ficar por música (risos). Quero continuar compondo, mostrando meu trabalho independentemente disso. Quero fazer meus shows, estar nos eventos mais legais, viajar pra fora, mostrar o trabalho e dar continuidade àquilo que eu acho muito bom que é o amor e a música.
LM – Eu falei pro produtor (Humberto Araújo) pra gente chegar o mais próximo da sonoridade original sem ser aquela coisa falsa. Usar os recursos atuais para atingir uma qualidade que não agredisse a criação original. Só espero que as pessoas tenham gostado. Mas é muito recente também o disco (para fazer uma avaliação).
ONNE – Mas está concorrendo ao Grammy latino 2008 (melhor álbum de Samba/Pagode), não é?
LM – Está concorrendo ao Grammy latino e isso é bom. Eu estou muito alegre por estar concorrendo. Não só eu como vários amigos, brasileiros também: Maria Rita (Samba Meu – Warner, 2007), Arlindo Cruz (Sambista Perfeito – Deckdisc, 2008)... Isso é muito bom.
ONNE – O que mudou do Estação Melodia para o Especial da MTV, além do fato de o segundo ser ao vivo?
LM – Acho que mudou pra melhor, né? Quando a MTV me chamou para fazer o DVD, eu achei ótimo. Muito bacana esse dueto com a MTV. É sempre bom ter jovens pra gente fazer um "a mais" nesse samba dos anos 30 e 40, enfim. Eu achei muito bacana essa parceria – espero que aconteça mais vezes e com outros artistas também. O Brasil é de todos, musicalmente falando.
ONNE – Como foi adaptar faixas antigas como Fadas, Congênito e Estácio Holly Estácio a um arranjo mais clássico de samba?
ONNE – Falando em nova geração, você já pensou em gravar um disco com o Mahal (rapper, filho de Melodia)?
LM – Às vezes, a gente faz shows juntos. Eu convido ou ele convida. Mas em estúdio, não pensamos ainda não. Quer dizer, eu penso sempre em fazer alguma coisa com ele, mas por enquanto eu quero só trabalhar meu disco. Eu acho o Mahal muito interessante naquilo que ele faz. É hip hop, com uma característica bem pessoal que merece realmente que a gente faça mais coisas juntos.
ONNE – O Mahal faz parte de uma geração que faz e divulga música pela internet...
LM – É, né? Agora essa geração tem esse privilégio (risos)! É muito bom. O cara se destaca e vende disco, às vezes, pela internet. É uma mídia incontestável.
ONNE – Ninguém na internet vai ser chamado de maldito (a desobediência musical fez com que os críticos lhe dessem o apelido, à época do lançamento de seu primeiro disco – "Pérola Negra", 1973), né?
LM – Se for também, tudo bem! Não tem problema. Não existe mais espaço pra essas coisas, não (risos).
ONNE – Como você vê esse novo mercado, com tudo online (venda, distribuição, pirataria etc.)?
ONNE – Isso te afeta muito?
ONNE – O que você tem ouvido?
LM – Olha, sou um cara que ouve tantas coisas... Mas eu tenho ouvido Amy Winehouse e gostado bastante. Tem uns meninos também jovens, Vulgo Quinho e os Cara – é um nome muito complicado (risos) –, que até o filho do Waly Salomão (Omar Salomão) faz parte. O disco deles que é legal, acho bem interessante, mistura poesia com música. Eu, Adriana Calcanho e Jards Macalé já participamos do trabalho deles. É uma garotada que eu levo a sério. A Céu também é bacana.
ONNE – Você chegou a cantar com ela aqui em São Paulo inclusive, não é?
LM – Pois é. Foi a primeira vez que nos encontramos. Eu soube que ela admirava meu trabalho e inclusive ela compôs uma música pra eu cantar com ela no novo CD dela. E, por coincidência, eu tinha composto uma música pra ela cantar no meu DVD (risos). Pô, foi a maior coincidência! Eu queria que ela participasse do DVD, só que ela está tendo nenê e não pôde. Mas, de qualquer forma, eu vou participar do CD dela dentro em breve.
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O "Camaleão" em ação |
ONNE – E um próximo disco de inéditas, você já pensa a respeito?
LM – É... Já comecei a compor, tenho algumas músicas prontas, mas é sempre bom ir fazendo mais pra ter um repertório que você possa escolher a vontade. Então, aos poucos eu estou pensando, mas nada concreto, nada corrido. Eu costumo dizer que, antigamente, quando eu era mais jovem, eu corria. Agora estou só andando (risos). Estou começando a andar, tranqüilamente.
ONNE – O que o público pode esperar deste show no Memorial?
LM – É um encontro inusitado (Luiz Melodia e Tungue Lé). É uma coisa que, no Brasil, pouco acontece. Até rola com artistas americanos, europeus, mas não da América Latina. Então é bacana quando tem essa oportunidade de armar uma programação como essa. Eu estou muito alegre. Vou fazer duas músicas com eles lá, Magrelinha e Pérola Negra, e no show acho que a gente vai mandar um número lá que eu não sei qual vai ser. Isso aí? Valeu, querido!
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35 COMENTÁRIOS
Heloisa Dutra
Fico muito feliz de ver o seu sucesso, e honrada de ter sido criada junto com você e suas irmãs, principalmente da nossa saudosa Marise . Tenho certeza que Mirtes e Eurides estão juntas torcendo por você. Deus te abençoe! Beijos, Helo.
Dirceia souza da silva
Luiz Melodia adoro houvir cantar,gostaria de ter oportunidade, de um dia velo pessoalmente.
Paula
Entrevista mara adoro Luiz Melodia tenho louca vontade de conhecê-lo pessoalmente,o cara é maravilhoso, são poucos como ele no Brasil.
silvana bezerra
adorei sou deste resgate3.
NICEIA CARRER
Parabéns Luiz Melodia, li com muito prazer sua entrevista. Não existe palavras para homenagear um cantor e compositor de tão alta linhagem. Amo sua voz!
marilene
Luiz melodia é tdo de bom..........
peri
otimo,curto luiz melodia a muito tempo,fui num show dele nos anos oitenta com muito poucas pessoas p/assistir, mesmo assim ele fez um show espetacular. espero q ele continue cantando e encantando o mundo, com seu estilo unico,de um NEGRO do morrro de são carlos.
Adriano Roberto Mariano
Inteligente e educativa, é um músico impar, navegar por outros generos musicais só tem a crescer a capacidade musical e ai está a diferença em termos de musicalidade, ainda não tive a oportunidade de assistir um show de Luiz Melodia ao vivo mas ainda irrei.
maria lucia
Amo Luiz melodia,e é claro muito bom ouvi-lo falar de musicas,a entrvista foo bem legal.Tive oportunidade de ver um shou dele aqui em Vitória na Pedra da ceola e foi o melhor shou que eu ja vi ele é de mais, mesmo. Beijinhos.
DOMINGOS GAMA
Muito boa, falar alguma coisa de LM já é muito bom, quanto mais uma entrevista.
suely santana santos da silva
para mim e e sera omelhor cantor sem comentarios muito bom
PaulFaustine
Quando se fala em melodia se lenbra de poesia e nota estamos falando de luis melodia amigo e irmão não posso perder esse grande encontro salve negro zulu Deph Paul Zulu Nation.
Paul Faustine
Luis Melodia é simplesmente uma nota musical eu adoro sempre adorei suas musicas e ele como pessoa negro zulu é isso te amo irmão Deph Paul.
edivaldo silva jatoba
muuuito bom
Jhony
Viva a nossa riqueza musical !
ELISANE
SIMPLISMENTE MARAVILHOSA.
Louise Bodin
Admiro muito o seu trabalho, parabéns... Muito legal a matéria
Gilson Santos Ferreira
É Bom velo transitando diretamente no samba,e sem contar quem tem um time de músicos deste quilate, é covardia.Mas Luiz Melodia é bom em tudo o que faz, e samba é só mais um grande barato que ele tira de letra. Esse cara é muiiito bom. Letras arrojadas, "Melodias" sofisticads e ao mesmo tempo populares, ele sabe de tudo um monte.Sou apaixonado pela MPB(Musica do Povo Brasileiro).
elierval c souza
Muito boa adorotuas letras amigo
sonia santos garbulho
Interessante. Gosto Muito do Luiz, e acho que o fato de ele ter feito samba, só vem melhorar, pq samba cantado por ele é muito diferente, e ele só faz coisa boa, isso é o que importa.
Rubens
Excelente a entrevista, ímpar o entrevistado. Há brasileiros que realmente merecem sê-los. Eis um ai.
fininho
o sambabom sempre reverenciado e ainda com ilustragem do nosso camaleon luis melô...
J Mathiel
assisti a um show do Melodia, na década de 90, em Búzios... ele é completo...
Márcio José do Nascimento
No dia 31 estarei sem falta para prestigiar esse grande cantor e compositor com todo o seu charme e simpatia, Luís Melodia!!! Mal posso esperar para sentir todas as emoções que suas músicas provocam em mim e no público!!!
kleber
Pena que não vou poder ir ao show,gosto muito das músicas dele.
ana paula damiao
Acho bem legal as músicas e a forma de envolver o público, gosto demais do Luis Melodia, que Deus abençoe sempre o seu trabalho. Sucesso!!!!.
marcos antonio
O camarada LM é fera bicho solto de genelidade impar um verdadeiro Ebano de originalidade,amor incondicional a musica como grava a entrevista em relação à pirataria.Realmente os tempos são outros o que vai não volta .....
Geni Pereira da Silva
Luiz Melodia é tudo de bom, ele é maravilhoso, adorei a entrevista dele,amanhã eu estarei lá no Memorial, pro show dele, vou sentir saudade de alguem que está muito longe de mim, obrigada Luiz Melodia por nos dar este presente que é VOCÊ,
ROGERIO
Olha referendo as palavras da Valeria ....o neguinho (é carinhoso ) é fortissimo ,canta muito ...infelizmente a midia enxerga mas não faz um trabalho bonito com ele...nesse ponto vcs vão levar 10 COM LOUVOR !!!
Bala
Sucesso, irmão. Trabalhe asiim, porque isso dá certo sempre.
CRISTINA
matéria maravilhosa, parabéns a todos em especial para o saudoso LUIZ MELODIAAAAAAA, BJS
cida vieira
Vc é d+.Sou muito sua fâ,e o cd está no mínimo óooooooootimo!Parabéns Luiz.Muitos beijos.
VALÉRIA
Nossa!Esse Neguinho é tudo de bom!Sem palavras...maravilhooooooooooooooooso.As suas musicas são divinas!Avante vc é mil.Infelizmente o pessoal só quer "baruião"'naum param pra ouvir né.
Ana Maria dos Santos
Excelente entrevista. Parabéns
Vanessa Dias Magalhães
Ótima entrevista. Parabéns!
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