Cultura

Diversidade e inclusão

por Gabriel Rocha Gaspar, redação ONNE


Claro Curtas chega à etapa final com vinte filmes engajados de 90 segundos


Mais de mil cineastas (profissionais ou não) brasileiros se propuseram a dissertar sobre o vasto tema “Diversidade e inclusão” em 90 segundos de vídeo. Como abordar um problema tão amplo em tão pouco tempo? Essa foi a equação que os inscritos no festival Claro Curtas tentaram solucionar. 

José Padilha, diretor de "Tropa de Elite"

“O mais impressionante é que não houve uma única solução”, observa o cineasta José Padilha, diretor de “Tropa de Elite” e um dos jurados do festival. “Foram várias soluções apresentadas para solucionar o problema”. Enquanto alguns concorrentes optaram por shows de slides acompanhados de texto, outros se arriscaram animações em três dimensões. Houve quem finalizasse seus filmes no avançadíssimo after effects (programa profissional de finalização de vídeo); houve quem gravasse tudo em um celular. Mas a complexidade do tema afastou o risco de o exibicionismo técnico se sobrepor à idéia.

Pelo menos é o que acha o diretor da série “24 horas”, Stephen Hopkins, também membro do júri. “Eu esperava que muitos fossem aproveitar para mostrar suas habilidades técnicas”, disse. Mas as pessoas foram muito corajosas e viscerais. Você vê filmes sobre travestis, sobre aleijados, mas nunca os vê se auto-retratarem”. 

Stephen Hopkins e Breno Silveira
O curta “Perna” é o maior exemplo de auto-retrato. Um skatista filma suas próprias (e impressionantes) manobras em halfs, corrimãos e escadas, enquanto comenta sua própria vida. Um filme pra lá de comum se não fosse por um único detalhe: o protagonista Perna usa uma prótese no lugar da perna perdida. Isso atrapalha em quê? “Em nada, na verdade”, ele responde com naturalidade.

Padilha faz uníssono com Hopkins: “Eu não penso em diversidade e inclusão quando vou fazer meus filmes”, diz. “Mas sempre penso: ‘Que problema social eu conseguiria, através de um filme, incluir na agenda?’” Definido o tema, o cineasta vai atrás das vítimas desse problema social. “Uma coisa é você ter um comentarista econômico falando sobre as causas da fome; outra coisa é você ver o ponto de vista de quem passa fome. Esse é o tipo de cinema que me interessa”. Todos os filmes do Claro Curtas foram na linha preferida de Padilha, o cinema engajado. O problema é que essa categoria de definição é insuficiente para a comissão julgadora.

Como observou outro jurado, o diretor de “2 Filhos de Francisco”, Breno Silveira, “se você está [julgando] um festival de ficção, você vê filmes ficcionais; alguns aqui inventaram linguagens que não têm classificação”. Por isso, ele sugere que, na próxima edição do festival, haja classificações como as das competições tradicionais. “Melhor documentário, melhor ficção, melhor animação. Esses gêneros não podem se misturar porque todos são brilhantes em sua forma”. Por isso, os resultados refletem também a diversidade. “Tentamos premiar um pouco de cada um”. 

O primeiro colocado receberá R$ 50 mil em barras de ouro; o segundo, R$ 30 mil; o terceiro, R$ 15 mil; e o quarto, eleito por votação popular, R$ 5 mil. Os quatro ganham ainda o software Windows Vista Ultimate. Até o vigésimo, todos receberão câmeras... Ou melhor, celulares LG Secret.

SERVIÇO




COMENTE ESSA MATÉRIA




  • Jett Travolta

    Jett Travolta

    Segundo dados, convulsão foi mesmo a causa da morte do primogênito de John Travolta e Kelly Preston

    Leia mais
  • Seleção australiana

    Seleção australiana

    Revista DNA encerrou o ano com um presente para seus leitores: um calendário com seus melhores modelos

    Leia mais

Moda

C6ffe9a0500f0449f8afcf8b1b19415a

Conheça os lançamentos que agradarão a todos os gostos

Veja "Lingerie de verão" e mais!

Moda

1ea57a76240ba11fe399a38e200c8dc1

Para os homens, a vitoriosa combinação camiseta + bermuda + estilo

Veja "Moda para eles" e mais!