Cultura

Grandes Mulheres

por Rafael Machtura, redação ONNE


Confira a trajetória de 5 grandes mulheres que mudaram a história do mundo


No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve reivindicando melhores condições de trabalho e maior igualdade social. Em um ato totalmente desumano, todas as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada a pedido de seu proprietário. Cerca de 130 tecelãs morreram queimadas. 

Em 1910, na Primeira Conferência Internacional de Mulheres, organizada pela Internacional Socialista, na Dinamarca, a data foi escolhida como o “Dia Internacional da Mulher” e, somente em 1975, a data foi oficializada pela ONU.

Confira abaixo 5 mulheres que, assim como as 130 americanas mortas em 1857, lutaram pelos seus direitos e mudaram a história no mundo.


(Reprodução)

 

Anita Garibaldi (1821-1849)

Considerada uma das mulheres mais corajosas da sua época, Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, foi esposa do revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi e figura importante nos acontecimentos da Revolução Farroupilha, entre 1835 e 1845, e na unificação italiana.

Anita Garibaldi nasceu em 1821, no município de Laguna, Santa Catarina e aos 15 anos casou-se com Manuel Duarte Aguiar. Em 1837, durante a Guerra dos Farrapos, um dos membros da República Rio-Grandense, Giuseppe Garibaldi, invadiu a cidade de Laguna e a transformou na capital da República Juliana. Surpresa com o revolucionário e com seus ideais liberais e democráticos, Anita abandonou o casamento e ao lado de Garibaldi aprendeu a lutar com espadas e armas de fogo.

Junto com ele, Anita lutou em busca da democracia em diversas disputas, como na Guerra dos Farrapos; na batalha de Curitibanos; contra o ditador uruguaio Fructuoso Rivera; e em diversas batalhas em nome da unificação italiana. Em desvantagem e fugindo de forças francesas, austríacas, espanholas e napolitanas que eram contra a unificação, Anita contraiu febre tifóide e morreu no dia 4 de agosto de 1849 grávida do quinto filho de Garibaldi.     


(Reprodução)

 

Bertha Lutz (1894 – 1976)

Bertha Maria Julia Lutz foi zoóloga, política paulista e uma das principais figuras do feminismo nas primeiras décadas do século XX no Brasil.

Filha do cientista Adolfo Lutz, a paulistana formou-se em ciências naturais pela Universidade Sorbonne, em Paris, especializando-se em anfíbios anuros. Na França, adquiriu grande consciência feminista. Em 1919, já de volta ao Brasil, Bertha Lutz lutou pela igualdade de direitos jurídicos entre os sexos e tornou-se a segunda mulher a ingressar no serviço público, tornando-se secretária do Museu Nacional do Rio de Janeiro. No mesmo ano, fundou a Liga para Emancipação Intelectual da Mulher.

Em 1922, a zoóloga representou as mulheres brasileiras na assembléia-geral da Liga das Mulheres Eleitoreiras, nos Estados Unidos, e tornou-se vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. No mesmo ano, ela também criou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em 1936, depois de duas derrotas eleitorais, assumiu o mandato de Deputada Federal, no qual lutou a favor da legislação do trabalho da mulher, propondo igualdade salarial, redução da jornada de trabalho e licença maternidade. Em 1937, com o golpe do Estado Novo, perdeu o mandato.


(Reprodução)

 

Amelia Earhart (1897 – 1937)

Pioneira na história da aviação, Amelia Mary Earhat foi a primeira mulher a voar sozinha o oceano Atlântico e receber a “The Distinguished Flying Cross”, em 1932. Também ganhou grande destaque como escritora e defensora dos direitos da mulher, tornando-se celebridade mundial.

Nascida em 24 de julho de 1897, em Atchison, Kansas, Amelia viveu uma infância bem aventureira, explorando a vizinhança em busca de novidades, e teve uma forte educação liberal financiada pelos seus avós maternos. Em sua primeira experiência de vôo, Frank Hawks, que mais tarde tornaria-se um famoso piloto, propiciou-lhe uma viagem em seu avião,o que mudaria a vida de Amelia. Logo após o vôo, em 1920, ela procurou Anita "Neta" Snook, outra importante norte-americana na história da aviação, para aprender a pilotar. Para pagar seus estudos, Amelia trabalhou duro como caminhoneira, fotógrafa e datilógrafa.

A partir daí, Amelia Earhart não parou mais: em 1922, ela voou a 14 mil pés, batendo o recorde mundial para aviadoras; consagrou-se por ser a primeira mulher a voar sobre o atlântico (1930); e sozinha, em 1932; a receber a “The Distinguished Flying Cross” (1932); e a atravessar, sem escalas, costa a costa os Estados Unidos (1933); além de diversos recordes de velocidade. Ela também ganhou grande reconhecimento ao escrever diversos livros sobre suas aventuras e ao promover a maior participação das mulheres na aviação.

Amelia Earhart desapareceu em 2 de julho de 1937, quando tentava voar ao redor do globo, próximo da Ilha Howland, no Oceano Pacífico.      

       


(Reprodução)

 

Maria Quitéria (1792 – 1853)

Considerada por muitos a Joanna D’Arc brasileira, Maria Quitéria de Jesus Medeiro foi a primeira mulher a torna-se parte das Forças Armadas Brasileiras, onde se destacou bravamente nas lutas pela consolidação da independência brasileira pós 1822.

Nascida em 1792, em Feira de Santana, na Bahia, e filha de um fazendeiro local, a filha mais velha de Gonçalves Alves de Almeida e de Quitéria Maria de Jesus perdeu sua mãe muito cedo e assumiu a tarefa de cuidar dos irmãos e da casa aos 10 anos. Apesar de analfabeta, Maria Quitéria mostrou grande talento na arte da montaria e manuseio de armas, e ao saber da insurgência contra a independência brasileira pelos portugueses, pediu ao seu pai a permissão para seu alistamento. Com seu pedido negado, a jovem fogiu para a casa da irmã e com ajuda de seu cunhado vestiu-se de homem a alistou-se com o nome de Medeiros, no Batalhão dos Voluntários do Príncipe.

Nas batalhas contra os portugueses, a militar tornou-se exemplo de bravura, sendo condecorada pessoalmente pelo imperador D. Pedro I com a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul, em 1823.


(Reprodução)

 

Florence Nightingale (1820 – 1910)

Considerada a fundadora da enfermagem moderna, Florence Nightingale ficou conhecida como “A dama da lâmpada”, por utilizar do instrumento para examinar os feridos durante a noite durante a Guerra da Criméia (1853-1856), onde seu trabalho ganhou enorme reconhecimento.

Vinda de família rica, Florence Nightingale se mostrou desde jovem contra o papel submisso da mulher e encontrou na enfermagem sua vocação, causando grande descontentamento entre sua família, principalmente por sua mãe. Em 1844, a inglesa ganhou destaque quando, em resposta à morte de um mendigo em Londres, exigiu melhorias no tratamento médico, ganhando grande apoio de Charles Villiers, presidente do Comitê de Lei para Pobres.

Mas foi em 1854 que Florence ficou realmente famosa. Junto de 38 enfermeiras treinadas por ela, partiu para os campos de batalha na Guerra da Criméia e com seu trabalho reduziu vertiginosamente o índice de morte por infecção dos feridos em combate. Ao voltar para casa, doente e impossibilitada de exercer trabalhos físicos, a enfermeira foi considerada heroína e fundou a Escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas. Em 1883, a Rainha Vitória lhe concedeu a Cruz Vermelha Real e, em 1907, tornou-se a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito.


Para saber mais:

 


(Reprodução)

 

“100 Mulheres que Mudaram a História do Mundo”

Organizado cronologicamente por Gail Meyer Roka, o livro traz uma seleção de cem perfis das mulheres mais importantes que mudaram as sociedades da sua época. Entre os mais conhecidos nomes, como Joana d’Arc, Cleópatra e Chiquinha Gonzaga, misturam-se nomes pouco famosos, como a rainha Makare Hatshepsu e Rigoberta Menchú, cujas conquistas e lutas foram tão importantes quanto as demais.

 

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3 COMENTÁRIOS

glenda

adorei a conteudo assim nós podemos saber um pouco mais sobre as mulheres que revolucionarão o mundo

MARCIA FERNANDES RIBEIRO

HÁ (100)cem anos nós,mulheres buscamos nosso reconhecimento esse dia só chegará quando formos a presidente do Páis.

andreza

nossa esse site é muito bom parebens vcs resolveram o meu trabalho escolar beijos....

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